domingo, 8 de maio de 2011

Proseando sobre... Sexo sem Compromisso


Natalie Portman e Ashton Kutcher estão juntos em cena em mais uma daquelas comédias clichês. Isso serve para comprovar algo: boas atuações conseguem melhorar alguns filmes. Mas se isso é possível, o contrário também é? Péssimas atuações condenam bons projetos? Nesse sentido, Kutcher anula tudo o que Portman fez para dar alguma dignidade a sua até interessante personagem. Kevin Kline também está presente e tira boas risadas com seu papel inusitado, mas não tão distante de alguns casos ao viver o pai do protagonista. Quem também dá as caras e está quase irreconhecível vivendo um médico de sucesso é Cary Elwes, o famoso Dr. Gordon da franquia “Jogos Mortais”.

Uma promissora médica, Emma Franklin (Portman), vive sozinha e parece racionalizar bem o fato de que não precisa de ninguém para ser feliz, no entanto precisa de alguém para sexo. Isso, naturalmente, tratando de uma comédia romântica, irá mudar. De outro lado, o romântico e sorridente Adam Kurtzman (Kutcher), que trabalha num set de filmagens de uma série, tem o sonho de ser roteirista, mas é reconhecido apenas por ser filho de uma celebridade, Alvin (Kline). Os dois se cruzam em vários momentos da história em anos diferentes, incluindo um encontro durante a adolescência, culminando em dias atuais numa relação compreendida como amizade para se ter sexo. Esta consiste em unir a dupla em qualquer momento para aliviarem suas tensões.

Ivan Reitman é o diretor, um cara conhecido por transformar Arnold Schwarzenegger numa mãe em “Júnior” e pela franquia “Caça Fantasmas”. Ele até faz uma ponta nesse “Sexo sem Compromisso” vivendo o diretor da TV que Adam trabalha. O cara percorre seus personagens dando a eles características bem definidas numa busca por englobar distintos tipos num único filme e confrontar suas opiniões quanto ao relacionamento e o processo de envelhecer como doença, ou algo para se temer, como exclama a personagem Vanessa (Ophelia Lovibond) em uma cena. Colocar Kevin Kline como um homem agindo enquanto adolescente é algo perverso, mas com algum sentido a frágil narrativa. E perceber que este personagem, após os conflitos do longa, continua o mesmo é de causar uma desesperança na humanidade diante sua postura no mundo.

Mas “Sexo sem Compromisso” quer mesmo é nos fazer rir, nem que seja forçado sujando o rosto da oscarizada Natalie Portman de açúcar. A relação que se constrói ao longo da narrativa sofre com a primeira metade banal. Os encontros entre o casal e o tratado sexual que se submetem são absolutamente inverossímeis e gratuitos. A dupla não se inibe com nudez: Kutcher perde as roupas e Portman desfila de lingerie. Já a segunda metade funciona melhor, embora mude a personalidade de Emma, tão bem construída por Portman, quando esta se flagra sozinha ao constatar que sua irmã vai se casar e sua mãe tem um namorado. Ao final, sua condição solitária bem resolvida passa a sugerir mais um tipo de repressão.

Nesse universo que anteriormente era frio por não sustentar ideais românticos típicos do gênero, exceto pelas caras de bobo de Ashton Kutcher, o filme em tom descontraído brinca com a histeria de seus personagens e discute sobre dificuldades de se viver sozinho unindo possibilidades de acompanhamento com gays, lésbicas, heteros; e utiliza de artifícios que sejam originais para a conquista: não precisa ser flor, pode ser, por que não, cenoura? – faz lembrar de Clark Gable em “Aconteceu naquela Noite”. Em seu desfecho, o longa encontra o ingrediente principal das comédias românticas e tenta dizer ao público que ficar sozinho não é uma boa e toca uma musiquinha para aquecer o coração dos espectadores como tantos outros filmes fizeram. Mas esses outros filmes não tem uma Natalie Portman como protagonista. Esse “Sexo sem Compromisso” se difere por isso.   


8 comentários:

  1. Vi a programação desse filme outro dia no jornal, fiquei até curiosa pra assistir, porque eu tenho um sexfriend ;D soakoskoaksoka'
    mas eu adorei a análise critica que deu ao filme, parabéns. (:

    ResponderExcluir
  2. Parabéns pela crítica!! Vou conferir o filme!

    ResponderExcluir
  3. ainda não assisti, mas quero mt ver! Natalie Portman faz eu querer assistir todo filme que ela faz. O Ashton não faz mt minha cabeça, são poucos os filmes dele que eu gosto.

    (TUDO POR UM LIVRO)
    http://issotudoporumlivro.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  4. massa!
    eu tow dodio pra assistir o velozes e furiosos 5!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    ResponderExcluir
  5. Adoro todos os filmes do Ashton, desde que ví anjos da vida virei fã do cara. Adorei a sinopse dele e pretendo ver em breve.

    ResponderExcluir
  6. Olá! No momento estou apenas te seguindo, mas prometo voltar e comentar em breve suas postagens!Agradeceria se seguisse o meu blog, assim criamos um vínculo que facilite a divulgação de ambos os blogs! passa lá?
    http://medicinepractises.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  7. Estou te seguindo!!!

    Se der me segue: http://slayerbrasil.blogspot.com/

    ResponderExcluir