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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Diário Cinéfilo: Má Educação (Mala Educación, La, 2004)

Dia: 10 de Janeiro

11- (Revisão) Má Educação (Mala Educación, La, 2004)




Ver e rever os filmes do Almodóvar é sempre satisfatório. Sua carreira é ilustre, cheia de grandes obras e narrativas instigantes, cômicas e sensuais – caso de “Carnê Trêmula”, “Ata-me”e “Volver”. O cineasta sempre se concentrou em personagens femininas. Este é uma de suas poucas exceções. Em “Má educação”, o diretor toca na homossexualidade como anteriormente fez – “A lei do desejo”, para dar um exemplo – e acrescenta sem economias a religião, polemizando com o atributo que vem derrubando a igreja católica nos últimos anos: o sexo com menores dentro da igreja. Tudo é muito fluente e elaboradamente rico, desde a parte técnica até o arco dramático inteligente que une histórias dentro das histórias de maneira orgânica. É para se misturar, pois fazem parte de um mesmo contexto. Também não deixa de ser uma auto biografia, contando um pouco sobre um personagem que sofreu abusos quando criança. Outra característica é sua fundamentação enquanto um Noir, com todas as populares características de trabalhos da década de 40 e 50. Ainda tem Gael Garcia Bernal se divertindo num papel dúbio.    


Direção: Pedro Almodóvar
Elenco: Gael García Bernal, Fele Martínez, Daniel Giménez Cacho, Lluís Homar, Javier Cámara e Leonor Watling

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Diário Cinéfilo: Killer Joe - Matador de Aluguel (Killer Joe, 2011)

Dia: 02 de Janeiro

3- Killer Joe - Matador de Aluguel
(Killer Joe, 2011)

O novo filme de William Friedkin é esplêndido em vários âmbitos. E comparo ao alucinado “Possuídos” lançado em 2006 o qual adoro. Este novo é tragicômico, violento, debochado e despudorado. Encare tudo como elogios. No todo, é um trabalho viril, deslocado do costumeiro universo hollywoodiano, tratando de pessoas absolutamente desprezíveis, surpreendentes, surpreendentemente sórdidas. Killer Joe (Matthew McConaughey, impressionando) é um detetive e assassino de aluguel do Texas. Ele fora contratado por Chris Smith (Emile Hirsch) que desejava a morte da mãe pensando que isso poderia lhe render uma interessante soma em dinheiro proveniente do seguro de vida. Ele tem o aval do pai, da madrasta e da irmã Dottie (Juno Temple). Obviamente, nem tudo acontece como planejado. A trama infla de acontecimentos desatinados, desde cobrança de dívidas e tráfico de drogas até pedofilia. O que conferimos é um amontoado de situações das mais pitorescas, com os personagens de caráter duvidosos num turbilhão de infortúnios sequenciais. E a cena da coxa de frango? Gina Gershon se imortalizou.  

Direção: William Friedkin
Elenco: Matthew McConaughey, Emile Hirsch, Juno Temple, Thomas Haden Church e Gina Gershon