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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Diário Cinéfilo: Cairo 678 (678, 2010)

Dia: 14 de Janeiro

17-
Cairo 678 (678, 2010)

Filme egípcio de Mohamed Diab pretende ser um filme denúncia a respeito do que acontece com as mulheres no Cairo – são violentadas sexualmente, mas as autoridades preferem deixar de lado tal assunto. As próprias vítimas se calam temendo o que enfrentariam moralmente e socialmente, já que o fato parece ser um tabu inquebrável nesse país em franca decadência. 3 mulheres se rebelam. Isso aconteceu! É mais um longa baseado numa história real, sobre a trajetória de Seba (Nelly Karim), Fayza (Bushra Rozza) e Nelly (Nahed El Sebaï) que se revoltam com o que acontece no país diariamente, no ônibus público, nas ruas, entre adultos e crianças. O cume da explosão de suas tolerâncias se dá quando uma voz feminina é ouvida e outras passam a ecoar um grito timidamente, mas que vai crescendo com coragem. A violência sofrida tem reações diversas, seja por tentativas legais de resolução, esclarecimentos sociais na imprensa ou em grupos de acolhimento ou com própria violência, já que uma das mulheres passa a usar uma faca e desfere golpes em homens que a toca. É interessante, também, notar um ouro lado desse caso: o marido de Fayza que não é atendido sexualmente pela mulher, ora, por conviver com o abuso de outros homens, essa passou a manter distância de todos, inclusive do próprio esposo. Como causa disso, um problema social rotineiro surge. Bom filme, restrito demais, talvez pelas condições atuais do país, mas revelador.
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Direção: Mohamed Diab
Elenco: Nahed El Sebaï, Nelly Karim, Bushra Rozza, Maged El Kedwany e Bassem Samra

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Diário Cinéfilo: Má Educação (Mala Educación, La, 2004)

Dia: 10 de Janeiro

11- (Revisão) Má Educação (Mala Educación, La, 2004)




Ver e rever os filmes do Almodóvar é sempre satisfatório. Sua carreira é ilustre, cheia de grandes obras e narrativas instigantes, cômicas e sensuais – caso de “Carnê Trêmula”, “Ata-me”e “Volver”. O cineasta sempre se concentrou em personagens femininas. Este é uma de suas poucas exceções. Em “Má educação”, o diretor toca na homossexualidade como anteriormente fez – “A lei do desejo”, para dar um exemplo – e acrescenta sem economias a religião, polemizando com o atributo que vem derrubando a igreja católica nos últimos anos: o sexo com menores dentro da igreja. Tudo é muito fluente e elaboradamente rico, desde a parte técnica até o arco dramático inteligente que une histórias dentro das histórias de maneira orgânica. É para se misturar, pois fazem parte de um mesmo contexto. Também não deixa de ser uma auto biografia, contando um pouco sobre um personagem que sofreu abusos quando criança. Outra característica é sua fundamentação enquanto um Noir, com todas as populares características de trabalhos da década de 40 e 50. Ainda tem Gael Garcia Bernal se divertindo num papel dúbio.    


Direção: Pedro Almodóvar
Elenco: Gael García Bernal, Fele Martínez, Daniel Giménez Cacho, Lluís Homar, Javier Cámara e Leonor Watling